domingo, 7 de fevereiro de 2010

Dia seguinte



Após uma noite de intensas emoções, deparo-me com o intragável "dia seguinte". Estranho como tudo que parecia tão maravilhoso, parece-me agora tão ridículo.

Não entendo a razão que mesmo sabendo da inevitável chegada do "dia seguinte", não me contenho e continuo a entregar-me a madrugadas vazias, aonde minha alma extrapola e eu entrego-me completamente ao desconhecido, que por muito dilacera o meu coração.

Seria melhor não ter vivido? O que teria acontecido se estivesse ontem à noite resguardado, seguro e protegido no meu silencioso quarto? Não sei. E acho que nunca saberei responder a essa questão, pois quando a minha guiança pede, eu cegamente atendo, sempre.

Não sei ser diferente. E apesar do alto preço que pago, não sei como seria viver de outra forma, sinto como se conseguisse ouvir a voz do meu coração, e ouvindo-a vou seguindo como em transe, sem julgamentos e nem questionamentos, apenas seguindo.

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